• JDias

Soluções passam pela Dissociação


É a diferença mais determinante entre nós e os animais,

porém usamos muito pouco esta capacidade do córtex pré-frontal

Joana tinha problemas com os pais e vivia o assunto com intensidade, comovia-se, gaguejava, chorava e lamentava-se. Quando um dia se conseguiu dissociar e ver-se na situação em vez de estar permanentemente a vivê-la como se fosse presente, encontrou a solução e uma melhor qualidade de vida. Por dois simples factos:

1 - As emoções deixaram de interferir tanto no processo, dando lugar a uma boa percentagem de reflexão

2 - Vendo o assunto como se estivesse distante dele, a perspectiva alargou-se e como que passou a ver tudo como observadora, como testemunha. E aí encontrou melhores formas de lidar com a situação

A arte da dissociação é a capacidade de nos colocarmos do lado de fora e representarmos o papel do observador. Ora é a testemunhar que encontra as soluções porque passa a ver o contexto total.

Esta capacidade é única, humana e o nosso cérebro visual, o córtex pré-frontal, encarrega-se de nos dar imagens diferentes dos assuntos.

Problema: Nem toda a gente quer usar essa capacidade por conveniência pessoal, mesmo que não saiba ou não queira admitir. Pode não querer por não saber ou porque tem algo a ganhar. Acredito mais na segunda hipótese. Faça este simples exercício:

1 - Pense num assunto que o/a incomoda e sinta-o como se estivesse agora a vivê-lo. Fale dele, verbalize algumas palavras, alguns argumentos. Veja, ouça e sinta o momento.

2 - Crie uma imagem dissociada desse momento e coloque-a à sua frente. Observe. Verifique que o assunto mudou porque, em vez de estar a vivê-lo, está a ver-se nele, à distância.

Agora sim, tem mais discernimento e mais esclarecimento sobre o assunto.

As emoções são menos intensas, o que permite que a sua mente processe significados e soluções diferentes que antes não conseguia

O mais importante na arte da dissociação é querer soluções, querer resolver, querer melhorar o seu bem-estar. Se não quiser, vai ficar sempre no seu «confortável» papel de vítima, à mercê do «que lhe fizeram», dos «culpados», do «não devia ter sido desta forma» e até do «porque é que isto me aconteceu?»

E acredite que há pessoas que não querem. Bem lá no fundo, nas profundezas do seu inconsciente, elas querem continuar associadas para se poderem lamentar.

A arte da dissociação é uma das pedras-de-toque dos programas disponíveis. Consulte o programa de Liderança e Inteligência Emocional e o de PNL&Coaching.

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