SOBRE
JorgeDias

«Prà frente é que é caminho. Finaliza o que começaste. Nunca desistas.»

Um dos meus mantras de sempre, para o bem e para o mal.

O que faço hoje é a consequência das vivências que tive ao longo da minha existência. Talvez a maior influência tenha sido a do mundo do trabalho, que me trouxe uma curiosidade imensa sobre como lidar com pessoas, principalmente nas organizações, quando supostamente agrupadas em torno de um propósito. 

O meu maior desafio na infância foi lidar com as emoções. Era tímido e muitas vezes achava-me inadequado, mesmo apesar do feedback positivo que recebia. Era incluído nas brincadeiras, era chamado para actividades, interessavam-se por mim. Ainda assim, vivia numa espécie de agorafobia permanente.

A par destes sintomas, tive sempre a energia suficiente para seguir em frente e atirar-me, por assim dizer, a novas experiências. No desporto o hóquei em patins, na universidade a sociologia, na escola de gestão do ISCTE a gestão de recursos humanos, no campo profissional na direcção de produção e na fundação de empresas de comunicação social.

Fui descobrindo muito de mim, mantendo porém uma enormidade de dúvidas que me fez continuar a ter curiosidade e procurar conhecimento e somar mais experiências.

Finalmente, já na posse de conhecimentos e prática de gestão de pessoas e de coaching, em 2008 começa uma fase disruptiva na minha vida. A empresa altera a administração e desde logo é iniciado um processo tóxico e agressivo de abordagem aos colaboradores. Ao mesmo tempo, na minha vida pessoal há uma separação a decorrer. Em 2009, tudo acontece em dois meses. Saio da empresa e a separação também é concretizada.

Por essa altura já apresentava sinais evidentes de burnout e de atitudes compulsivas. Tudo era urgente, tudo tinha de acontecer como queria, tudo era motivo de grande agitação e desconforto emocional. O paradigma tinha de ser mudado. E o paradigma mudou. A trabalhar nas emoções. Um processo longo de autoconsciência para reconhecer memórias e emoções, aceitar as experiências como tal, retirar aprendizagens, focar-me em alternativas, formas mais funcionais para viver. 

Hoje olho para trás e o que está lá é uma silhueta de uma versão do passado. Actualmente, dedico todo o meu tempo a passar experiência e conhecimento. A responder às solicitações de pessoas sobre aquilo que sei e espero que ajude ou dê ideias para a resolução de problemas. Faço aquilo que gosto e passo a maior parte do tempo com quem gosto, em actividades de que gosto.

Sobretudo, passei a acreditar que, mesmo que tenhamos pouco espaço de manobra, com um contexto adverso e com uma condição emocional limitada, há sempre possibilidade de fazer e mudar algo. Pequenas coisas podem fazer grandes diferenças. A maior parte das vezes não é necessário grandes obras. A simplicidade é algo bonito e muito eficaz. Não é necessário mudar a vida toda, basta torná-la mais agradável e saber desfrutar. Nem sempre é fácil, mas é simples. Vale a pena. Por toda esta vivência, tenho hoje as minhas convicções...

NO QUE ACREDITO...

Acredito na AUDÁCIA.

No atrevimento de me colocar em desconforto

Acredito na ACÇÃO.

Fazer é fazer. Não é decidir, debater ou pensar

Acredito na RESPONSABILIDADE.

Tudo depende de mim. O resto são desculpas 

Acredito no IMPACTE.

Na influência, no exemplo que posso ser

Acredito na APRENDIZAGEM constante.

Há sempre margem para aprender mais, num ciclo interminável

Acredito na AUTENTICIDADE.

Ser o que sou, espontâneo e natural

NO QUE NÃO ACREDITO

Não acredito em DESCULPAS e LAMENTOS. 

Ou queres ou não queres, escolhes ou não. É contigo

Não acredito no ACREDITAR.

Só é válido se realizares, para acreditares noutra coisa a seguir

Não acredito no JÁ SEI.

Há sempre espaço para acrescentar algo mais

Não acredito no ERRO.

É apenas uma definição e na verdade é um feedback de uma acção

Não acredito em SALTOS, OKs e YESSS.

São vistosos, mas não são aprendizagem

Não acredito no POP.

O popular é muita-parra-pouca-uva, medíocre e sensacionalista

Passei por 16 empresas em diversas áreas, da indústria química à comunicação social. Fiz licenciatura em Sociologia e mestrado em Gestão de Recursos Humanos. Trabalho final no sistema prisional, no âmbito do projecto PGISP (Projecto Gerir para Inovar os Serviços Prisionais, apoiado pela UE, Governo português, INDEG-ISCTE, Global Change), coordenado pela Dra. Paula Vicente.

Certifiquei-me em Programação Neurolinguística (PNL), nível training, e Coaching pela NVC Consulting (EUA), criei as marcas JD communication e LeadingNews. Fundei a  ACC - Associação de Coaching e Comunicação. 

Fiz consultoria empresarial nas áreas do clima organizacional, diagnóstico de liderança e do índice potencial motivador. Nesta perspectiva, o investigador e professor do INSEAD, o holandês Manfred Kets de Vries, foi a inspiração e a orientação da investigação no terreno e teve influência capital na compreensão das pessoas e dos processos organizacionais através de uma abordagem integrada da Psicologia, da Gestão e da Inteligência Emocional. Propósito: Criar condições para a construção de Organizações Autentizóticas.

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